segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Exploração de texturas e melecas

                             

Objetivos - Explorar texturas de tintas e melecas.
- Utilizar diferentes instrumentos para pintura.

AnoCreche.

Tempo estimado Durante todo o ano, ao menos uma vez por semana.

Material necessário Bacias grandes, utensílios de cozinha como coadores, espátulas, colheres, escumadeiras, pratinhos e vasilhas de diferentes tamanhos. Pincéis, brochinhas, rolinhos de pintor, esponjas e suportes grandes, como papéis, tecidos lisos, plásticos e caixas de papelão. Farinha de trigo, gelatina em pó com cores fortes, amido de milho, corante comestível (anilina) e natural, feitos com frutas e geleias, para preparar tintas e massas (para cada xícara de água morna, acrescente uma de amido de milho e um pacote de gelatina. É possível variar a densidade da meleca acrescentando mais água ou mais farinha. Para mudar as cores, acrescente o corante.

Flexibilização
Para alunos com deficiência física

Para trabalhar com bebês com deficiência física nos membros superiores, envolva os rolinhos e os pincéis em espuma. Isso vai ajudar os pequenos a ter mais firmeza na hora de fazer as primeiras pinturas. Você pode fixar papeis em pranchetas inclinadas e colocar em frente ao bebê ou fazer com que a criança crie suas próprias estratégias para pintar nos papeis fixados no chão. Estimule que ela pinte com os pés junto dos colegas e deixe as tintas em lugares acessíveis e próximos da criança com deficiência. Os outros bebês também ajudam a criança a segurar alguns objetos ou alcançar os potes de tinta.

Desenvolvimento
1ª etapa

As experimentações com as tintas podem ocorrer na sala, em uma oficina de artes ou em espaços externos. Monte o local deixando à mão tudo o que será necessário para o andamento da proposta, pois assim você pode ficar mais atento às crianças e suas explorações. Forre o piso (se estiver num espaço de uso coletivo ou sala) e ofereça papéis no chão, na mesinha ou na parede para que deixem marcas. Coloque o material ao alcance de todos e deixe as crianças de fraldas ou roupas que possam sujar. Planeje também como será a arrumação ao fim da atividade: onde serão colocadas as produções? Quem ajudará na limpeza e no atendimento às crianças? Quem documentará a atividade? Planeje como mostrar os primeiros resultados da atividade, incluindo as fotos, às famílias. Assim, todos poderão participar, mesmo que indiretamente.

2ª etapa
Apresente os materiais aos bebês. É importante que eles diferenciem os momentos de trabalho daqueles de alimentação. Por isso, não os incentive a comer durante as atividades, mesmo que os materiais sejam comestíveis. Mostre o que poderão fazer com as tintas. Inicie utilizando apenas água e depois amplie para misturas e melecas, como massas de amido ou farinha com corantes ou gelatinas. Ao acrescentar uma cor forte, pergunte: "Estão vendo como a cor mudou?" Para os mais crescidos, é possível introduzir terra, areia, folhas e sementes. Se fizer uma tinta de gelatina, por exemplo, deixe que cheirem, toquem e brinquem. É importante que eles se familiarizem com os materiais de apoio antes de a atividade começar - uma bacia pode ser tão interessante quanto seu conteúdo. O foco da atividade, porém, deve ser exploração de texturas.

3ª etapa
Convide o grupo a explorar as propriedades e possibilidades dos materiais. É possível organizar, por exemplo, uma atividade para explorar texturas de determinado material ou então uma para que os pequenos utilizem mais um tipo de instrumento, como o pincel, a brochinha e o rolinho de pintor. Nesse momento, diga: "Veja como com o rolinho você pinta uma área maior. Com o pincel, só dá para fazer um risco". Vale testar também as diferenças entre pintar com as mãos, que dá mais controle, ou com os pés, com pincéis e rolinhos, que tendem a ser mais difíceis de controlar.

Avaliação Observe atentamente durante todo o processo. Isso dará indícios de como propor as próximas atividades. Em alguns casos, vale fazer pautas de observação individual, pois cada criança pode apresentar formas muito distintas de aproximação dos materiais: algumas se lambuzam logo no primeiro dia e aos poucos vão se concentrando em explorações mais definidas. Outras demoram mais tempo para se soltar e há ainda as que insistem em pesquisas específicas de cores, misturas ou ocupação dos suportes etc. No dia seguinte ao trabalho, retome com o processo documentado, conversando com todos para ver se lembram quais os materiais e utensílios foram usados em cada atividade.


FONTE: Revista Nova Escola
Consultoria: Daniela Pannuti
Orientadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo.

Dúvidas mais Frequentes - Educação Infantil

1. O que é educação infantil?
A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é oferecida em creches e préescolas, as  quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos  educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no  período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente  do sistema de ensino e submetidos a controle social.


2. Quem são as crianças que têm direito à educação infantil?
A educação infantil é um direito humano e social de todas as crianças até seis anos de idade, sem  distinção alguma decorrente de origem geográfica, caracteres do fenótipo (cor da pele, traços de  rosto e cabelo), da etnia, nacionalidade, sexo, de deficiência física ou mental, nível socioeconômico  ou classe social. Também não está atrelada à situação trabalhista dos pais, nem ao nível de
instrução, religião, opinião política ou orientação sexual.


3. Quais são os estabelecimentos que ofertam educação infantil?
A educação infantil no Brasil é ofertada em creches, pré-escolas, escolas, centros ou núcleos de educação infantil, independentemente da denominação ou do nome fantasia que adotem.


4. Qual é a regulamentação que orienta a educação infantil?
A regulamentação é o conjunto de leis e normas que orienta a criação, a autorização, o
funcionamento, a supervisão e a avaliação das instituições de educação infantil.

Os sistemas de ensino têm autonomia para complementar a legislação nacional por meio de normas  próprias, específicas e adequadas às características locais.
O município que não organizou o sistema municipal de ensino, bem como não implantou o
Conselho Municipal de Educação (CME), permanece integrado ao sistema estadual e segue as  normas definidas pelo Conselho Estadual de Educação (CEE). Nas cidades em que o sistema  municipal de ensino foi organizado, a competência da regulamentação da educação infantil é do  Conselho Municipal de Educação (CME).


De modo geral, as normas abordam critérios e exigências que balizam o funcionamento das
instituições de educação infantil, tais como:

• formação dos professores;
• espaços físicos, incluindo parâmetros para assegurar higiene, segurança, conforto;
• número de crianças por professor;
• proposta pedagógica;
• gestão dos estabelecimentos;
• documentação exigida.


O atendimento na educação infantil deve portanto observar leis e normas municipais, estaduais e  federais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as Diretrizes Curriculares Nacionais  para Educação Infantil (MEC/CNE 2009), a Lei Orgânica Municipal, as exigências referentes à  Construção Civil e ao Código Sanitário.

Alem disso, com vistas a contribuir com a implementação da política municipal de educação
infantil, o MEC publicou documentos orientadores, tais como Parâmetros Nacionais de Qualidade  para a Educação Infantil e Parâmetros Básicos de Infra-Estrutura para Instituições de Educação  Infantil .

A adequada organização e estruturação do sistema de ensino é essencial para que a educação
infantil se efetive como política educacional. Não basta o Conselho definir as normas, é preciso que  a Secretaria de Educação oriente as instituições e dê os suportes técnicopedagógico e financeiro  necessários para que elas consigam se adequar às exigências da regulamentação. As instituições de  educação infantil, por sua vez, devem promover as devidas adequações às regras do respectivo
sistema de ensino.


(Continuação no Portal do Mec)

Artigo- Educar filhos: arte ou ciência?

 “Mudou a família, mudou o mundo,
mudamos todos e cada um.”
Souza, A.M.N.



            É comum hoje vermos pais desorientados quanto à educação de seus filhos. A maioria se vê perdida diante de uma filosofia que propõe uma educação mais aberta. Educar filhos hoje tornou-se um grande desafio.
            “Eduque-o como quiser, de qualquer maneira há de educá-lo mal”, foi a resposta nada alentadora de Freud a uma jovem mãe aflita (GOTTMAN, 1997).  E se a melhor forma de educar um filho sempre foi motivo para noites de insônia, nos dias de hoje, o desafio ainda é maior.
            Os novos ingredientes que estão atrelados à contemporaneidade – violência desmedida, AIDS, drogas – confundem os pais que, muitas vezes, se vêem perdidos no labirinto de suas próprias dúvidas. Não sabem como administrar as inseguranças, medos e ansiedades dos filhos, porque nem mesmo encontraram solução para as suas próprias questões.
            A sociedade contemporânea encontra-se pautada pelo materialismo e pelo poder. Sofremos hoje as grandes influências dos jornais, revistas e televisão. As famílias são diariamente invadidas com informações contraditórias, bem como novos valores emergem (que nem sempre estão voltados para o ser humano).  Realmente, podemos afirmar que vivenciamos uma cultura predominantemente de espetáculo, como bem assinala Debord (1998), de modo que o egocentrismo e o individualismo são as marcas dessa geração.
            A família, bombardeada por falsos conceitos de amor e liberdade e afivelada à busca irrefreável de prazer que o hedonismo apregoa, viu desaparecer o sentido do compromisso entre os cônjuges, do compromisso destes em relação aos filhos e, destes, em relação aos irmãos, quando existem. Os bens mais supérfluos  tornaram-se tão imperiosamente indispensáveis, que entende-se que é oportuno ter poucos filhos para poder dar-lhes tudo. 
            A família sofreu muitas modificações e de uma forma bastante rápida; muitos ainda não conseguiram achar a forma de educar que os deixem tranqüilos. Observa-se hoje que os pais, de modo geral, estão cada vez mais temerosos e perdidos no que diz respeito à educação dos filhos, não sabendo como, nem quando interceder nas atitudes e comportamentos que se passam debaixo dos seus olhos, indo buscar respaldo com o psicólogo e/ou pediatra e vice-versa.
            No pensamento de Bettelheim (1988), com a desintegração dos modos tradicionais de vida familiar e de criação de filhos, na esteira da urbanização e industrialização maciças de nosso século, os pais perderam a segurança que as pessoas antes extraíam de costumes duradouros, de crescer fazendo parte de uma família extensa e todas as outras experiências que daí decorrem (p.7).
            Dolto (1998) também relaciona as dificuldades que os pais encontram para criar seus filhos às mudanças de condições de vida na atualidade. Entretanto, segundo ela, “criar uma criança é sempre difícil quando o adulto não tem confiança no ser humano que cresce, quando quer, a todo o custo, impor-lhe um modo de vida rígido” (p.10).
            Maldonado (1998) salienta as radicais mudanças que ocorreram na estrutura da família, sobretudo no que diz respeito à inversão dos papéis parentais, ou seja, o homem envolvido com tarefas domésticas e a mulher envolvida em atividades fora do lar, tais como estudar ou trabalhar, a fim de contribuir para a renda familiar ou para realizar-se profissionalmente.  A autora alerta para que os pais tenham cuidado com as expectativas irreais, pois “harmonia e paz na família nunca são permanentes; precisam ser constantemente buscadas, a partir das semelhanças e diferenças entre as pessoas”. Ela se refere ao “mito da normalidade”, ou seja, os pais imaginam “que a criança normal não tem problemas, nem ansiedade, conflitos ou dificuldades”.  
            Cada etapa do desenvolvimento infantil traz dificuldades e conflitos peculiares, sendo que os pais tendem a formar uma imagem idealizada do desenvolvimento dos filhos, tendo esperanças de encontrar fórmulas mágicas que resultem na superação de todos os problemas, resistências e rebeldias.  Subjacente a essa esperança está o mito da harmonia perfeita e eterna no relacionamento familiar, o ideal inatingível de inexistência de impasses e conflitos, não só na relação entre pais e filhos como também entre os irmãos (MALDONADO, 1998).
            O desenvolvimento satisfatório de uma criança depende de uma conjunção de fatores externos e internos, como foi demonstrado através das séries complementares de Freud (1916-1917).  É consenso geral que  o seu crescimento bem integrado depende da resultante de dois fatores: as disposições inatas da criança e a adequação ao seu ambiente familiar.  Em outras palavras, o nascimento de uma criança sadia não é suficiente para garantir a constituição de um sujeito psíquico. A constituição da psique se dá a partir das relações primárias estabelecidas na dinâmica parental; nesse sentido, a família se constitui enquanto matriz fundamental para o advir do sujeito, sendo a primeira construtora e transmissora da história de cada um (LEVINZON, 2000).
            A família proporciona o marco adequado para a definição e conservação das diferenças humanas, dando forma objetiva aos papéis distintos, mas mutuamente vinculados, do pai, da mãe e dos filhos, que constituem os papéis básicos em todas as culturas.
            Sem o afeto ministrado pelos pais ou seus sub-rogados, o ser humano não desabrocha, permanecendo fechado em uma espécie de concha psíquica, caracterizando um estado de enquistamento emocional (autismo). Esse alimento afetivo, contudo, é igualmente indispensável para a manutenção da homeostasia psíquica dos demais componentes da família e não apenas dos bebês, razão pela qual deverão seus membros dele prover-se reciprocamente através de mecanismos de interação afetiva. Assim, se os pais influenciam e em certa medida determinam o comportamento dos filhos, a conduta destes igualmente modifica e condiciona a atitude dos pais (OSÓRIO, 1996).  
            Para poder educar satisfatoriamente os filhos, é essencial que os pais eduquem a si mesmos. Tal como acontece com a educação das crianças, a dos pais é também processo permanente que exige dedicação e esforço.
            Corroboramos o pensamento de Bettelheim (1988), quando afirma que para que os pais “sejam bastante bons”, deverão ser capazes de se sentir seguros na sua condição de pais e em sua relação com os filhos. Seguros a ponto de, embora cuidadosos com o que fazem em relação aos filhos, não fiquem ansiosos demais com isso e não se sintam culpados por “não serem pais bastante bons”. A segurança dos pais quanto a serem pais, tornar-se-á eventualmente a fonte do sentimento de segurança do filho em relação a si próprio.  Inqüestionavelmente,  “criar filhos é um esforço criativo, uma arte mais do que uma ciência” (p.11). 
Suzana Sofia Moeller Schettini
Psicóloga Clínica
Referências:
BETTELHEIM, B. Uma vida para meu filho. Rio de Janeiro: Campus, 1988.
DEBORD, G. A sociedade do Espetáculo: Comentários sobre a sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998.
DOLTO, F. Destinos de crianças. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
GOTTMAN, J. Inteligência emocional: a arte de educar nossos filhos. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
LEVINZON, G.K. A criança adotiva na psicoterapia psicanalítica. São Paulo: Escuta, 2000.
MALDONADO, M.T. Comunicação entre pais e filhos. São Paulo: Saraiva, 1998.
OSÓRIO, L.C. Família hoje.  Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
WINNICOTT, D.W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.
_______________  Conversando com os pais. São Paulo: Martins Fontes, 1993.


 
Mini-currículum:
Suzana Sofia Moeller Schettini
Psicóloga clínica, mestranda em psicologia clínica pela Universidade Católica de Pernambuco, na linha de pesquisa “Construção da subjetividade na família”.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Os jogos na sala de aula


 



...possibilita diversos objetivos, dentre eles, foram pontuados os seguintes:

  • Desenvolver a criatividade, a sociabilidade e as inteligências múltiplas;
  • Dar oportunidade para que aprenda a jogar e a participar ativamente;
  • Enriquecer o relacionamento entre os alunos;
  • Reforçar os conteúdos já aprendidos;
  • Adquirir novas habilidades;
  • Aprender a lidar com os resultados independentemente do resultado;
  • Aceitar regras;
  • Respeitar essas regras;
  • Fazer suas próprias descobertas por meio do brincar;
  • Desenvolver e enriquecer sua personalidade tornando-o mais participativo e espontâneo perante os colegas de classe;
  • Aumentar a interação e integração entre os participantes;
  • Lidar com frustrações se portando de forma sensata;
  • Proporcionar a autoconfiança e a concentração.
     
     
     
    FONTE: ABBri - Associação Brasileira de Brinquedotecas / A importância do lúdico na aprendizagem, com auxílio dos jogos / Monalisa Lisboa

terça-feira, 27 de março de 2012

O papel do brincar

...no condicionamento do aprender.


O brincar, quer seja como recreação psicomotora orientada ou livremente, aponta sempre para resultados positivos para criança. Oferece inúmeras oportunidades educativas: desenvolvimento corporal, desenvolvimento mental harmonioso, estímulo à criatividade, à socialização, à cooperação entre outros aspectos.
É sempre muito importante proporcionar à criança oportunidades para brincar e criar livremente suas brincadeiras e jogos. Pois, além de desfrutar da alegria de brincar, isto contribuirá significativamente para o seu desenvolvimento psicomotor.
Um dos campos de aplicação da Psicomotricidade é a educação, na qual se configura em uma atividade preventiva que propicia à criança desenvolver suas capacidades básicas, sensoriais, perceptivas e motoras, levando a uma organização neurológica mais adequada para o desenvolvimento da aprendizagem. Na educação, devem ser utilizados jogos e brincadeiras, que servem como meios para o desenvolvimento psicomotor dentro de uma normalidade, utilizando a estimulação essencial ao aspecto psicomotor, o que facilitará o aprendizado geral e, particularmente, a escrita. As escolas devem promover a educação de forma que os alunos sintam prazer de estarem em seu interior.

FONTE: Livro - 100 jogos psicomotores Uma prática relacional na escola 2ª edição, Editora Wak, Rio de Janeiro, 2011. autores: José Ricardo Martins Machado e Marcus Vinícius da Silva Nunes.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Construção de uma Biblioteca para crianças menores de 3 anos


Introdução 
Tão importante quanto garantir que as crianças tenham acesso a bons livros desde bem pequenas, é organizar ambientes convidativos, aconchegantes e singulares para que elas possam usufruir das histórias em situações prazerosas de interação com os colegas, professores e famílias. A iniciativa de construir uma biblioteca na sala para com as crianças, constitui-se uma excelente oportunidade para fomentar o contato das crianças com os livros, criar lugares mágicos, cheios de identidade, e realizar rodas de leituras.  


Anos 
2 e 3 anos 

Duração 
Um semestre ou ao longo do ano todo 

Objetivos 
- Construir, coletivamente, uma biblioteca como lugar capaz de abrigar não somente livros, mas de suscitar rituais agradáveis de leitura; 
- Apresentar o acervo de livros, promovendo o gosto pelas histórias e ampliando repertórios; 
- Estreitar a relação creche-família por meio do empréstimo de livros.

Desenvolvimento 
1ª etapa
O primeiro passo é o professor discutir com seus parceiros - outros professores e equipe gestora - sobre os livros que pretende escolher para compor o acervo de sua futura biblioteca de sala. Essa escolha implica que o educador seja, acima de tudo, um leitor, que tenha interesse em se aventurar no mundo das histórias para conhecê-las, antes de lê-las para seu grupo de crianças. Selecionar temas como: animais, objetos sonoros, família, transportes, personagens de diferentes etnias, histórias cumulativas com várias figuras do universo do faz de conta (bruxas, piratas, lobos). 

Outra dica é escolher livros coloridos, com ilustrações bem definidas, textos curtos e alguns com fotografias reais das coisas. É importante garantir um equilíbrio entre a quantidade de livros de capa dura com livros de material convencional, pois é comum que algumas páginas se danifiquem, rasguem ou que sejam levadas à boca, em razão do grande interesse e da necessidade da meninada em manipular as publicações. 

Não se esqueça de incluir no acervo livros que contenham apenas imagens, pois eles favorecem a criação de histórias próprias das crianças. 


2ª etapa
Deve-se organizar um lugar onde os livros ficarão expostos e acessíveis às crianças. De preferência, escolha um canto em que haja o encontro das paredes ou então aproveite a parte traseira de móveis e armários. Depois, é possível confeccionar suportes de tecido com vários bolsos, trilhos de cortina virados ao contrário para serem fixados à parede, baús de madeira pintados pelas crianças ou até mesmo aqueles caixotes de feira, que se ganharem rodinhas e cor ficam melhores ainda, uma vez que poderão ser transportados de um lugar para o outro.  


3ª etapa
Uma prática que dá bastante resultado é construir um tapete com as crianças. O objetivo principal aqui é fazer com que o tapete tenha "a identidade" delas, uma vez que servirá como um indicador dos momentos de leitura, iniciando assim um ritual próprio da turma. 

Separe um tecido de algodão cru de mais ou menos 2 por 2 metros. Veja a possibilidade de alguma família ou profissional da creche costurar as bordas do tecido para que o tapete não desfie conforme o uso. Convidar alguém da comunidade interna ou externa faz com que o trabalho comece a ser partilhado entre todos, dando noções para as crianças de que é importante realizar as ações de maneira coletiva. Acredite, sempre terá alguém disponível para ajudar! 

De posse do tapete, organize com as crianças situações de pintura. Nessa hora vale experimentar muitas técnicas: carimbar o tecido usando esponjas e guache; desenhar as silhuetas das crianças pedindo que elas se deitem sobre o tapete, fazer a sobreposição dos contornos e, em seguida, pedir que elas pintem por cima usando tintas. Fazer intervenções com fitas crepes ou outros moldes de desenhos de interesse da turma - bichos, símbolos - para que elas passem rolinhos de pintura e deixem suas marcas sobre o tecido. Feito isso, é só esperar secar para depois começar a usá-lo como um indicador do ritual das rodas de leitura na biblioteca. 

4ª etapa
Outra estratégia para delimitar o ambiente é solicitar às famílias que enviem para a instituição camisetas, vestidos ou outras roupas reconhecidas pelas crianças para que esse material seja preenchido com espuma, costurado nas aberturas e depois pintado pelas próprias crianças, transformando-se em "almofadas personalizadas". É curioso ver a criançada de posse de sua própria roupa reaproveitada como estofados para sentar-se e deitar-se enquanto os livros são apreciados. 


5ª etapa
Apresente os livros da biblioteca aos poucos às crianças. Uma ideia é reunir a turma no "cantinho" do tapete diariamente em um horário específico, como, por exemplo, logo após o lanche, e apresentar alguns. Você pode ler o título e até o comecinho da história, mostrar as ilustrações e fazer perguntas sobre o que eles acham que acontecerá. Um pouco de suspense ajuda a aumentar a curiosidade da turma pelos livros. Deixe que as crianças também se envolvam com a organização dos volumes na estante. A divisão pode ser bem simples, como os gibis e revistas de um lado e os livros de outro. Outra classificação pode ser: ‘os que gostamos mais’ e os que ‘ainda não conhecemos’. Ou os livros que trazem histórias e os informativos, que explicam coisas. Os pequenos devem ter noção de que tipo de livros encontrarão em determinado lugar da estante. É importante que as crianças tenham acesso livre à biblioteca (ou ao menos a parte dela) e possam manusear os livros à vontade sob o olhar do professor - além do momento específico da leitura conduzido pelo educador com um enfoque direcionado a uma determinada prática.

6ª etapa
E qual deve ser a relação do professor com a leitura? Na biblioteca, o foco é pensar na sua prática enquanto leitor. Você é, afinal, o responsável por apresentar o mundo da leitura e é o mediador entre o objeto livro, as crianças e as relações que ali se estabelecem. Nessas situações, certas estratégias e posturas são importantes, tais como: antes de iniciar a roda de leitura, o professor deve mostrar o livro para as crianças, chamar a atenção para sua capa, ler e apontar para o título, dizer quem escreveu a história, quem a ilustrou e qual o nome da editora. As crianças se interessam por essas informações, por vezes perguntam sobre quem fez o livro e se manifestam com sorrisos, gargalhadas e palmas quando o nome é engraçado! 

Indagá-las sobre o que acham que a história vai contar, incentivando-as a levantarem hipóteses e anteciparem a narrativa, constitui-se um estímulo à imaginação e ao desenvolvimento da oralidade. Também é necessário ler o texto na íntegra, sem suprimir trechos, pois isso ajuda a criança a perceber que as palavras representam a fala, que há muitos jeitos de se contar e diferentes estilos e estruturas de textos (rimas, poesias, contos, lendas...). Aliás, diversificar os tipos de livros, apresentando-os diária ou semanalmente possibilita que as crianças se apropriem deles com mais liberdade e competência ao manuseá-los sozinhos. 

Durante a leitura, procure caprichar nas entonações de voz que transmitam emoção, suspense, surpresa e alegria. Outra dica é ler mostrando as ilustrações. Essa estratégia os deixa mais envolvidos com a narrativa. Mas deixe para fazer os comentários sobre as ilustrações após a leitura do texto. 

Uma maneira de comentá-las é imaginar que somos interlocutores de uma "obra de arte", fazendo perguntas que podem ser mais simples ou complexas, respeitando a idade da criançada. Geralmente, mostramos a ilustração e incentivamos que digam: O que vêem na imagem? O que será que o personagem fez/está fazendo/fará? O que chama a atenção? O que aparece na cena? Quais objetos aparecem? Quais as cores? Como está o personagem? Triste? Alegre? Qual será seu nome? Se repentinamente surge algo inusitado como, por exemplo, uma girafa, quem já viu esse animal? Entre tantas outras possibilidades de intervenção. 

Em suma, o professor leitor é aquele que, por meio da leitura, leva a criança a conhecer novos universos, despertando de alguma maneira afetos e sentimentos, que podem ser sensações de alegria, prazer, mas também lembranças, saudades... 

7ª etapa
Para o empréstimo dos livros, faça na sala um painel que servirá como fichário. Vale construir um mural, cujo fundo seja colorido pelas próprias crianças. Uma boa ideia é usar papel panamá e aquarela; outra é pintar com pincéis largos sobre cartolinas ou, ainda, espalhar tinta guache com as mãos em suportes que podem ser plastificados com contact para durar mais. Em seguida, é possível fazer alguns bolsinhos e colocar as fotos de cada criança na frente deles. Dentro de cada bolso vai uma ficha que pode ser tanto relacionada ao nome da criança e às anotações do livro que ela levará para casa, quanto o contrário: a ficha pode ser retirada do próprio livro para ser colocada no bolsinho respectivo à criança. Elas se apropriam dos combinados aos poucos. No começo, a brincadeira fica por conta de tirar e por as fichas nos bolsos, trocando-os entre os colegas. Permitir essa xperimentação inicial é saudável, para em seguida comunicar o uso correto. 

8ª etapa
Com relação ao início do empréstimo, combine com os pais ou responsáveis que a ideia é estreitar os vínculos entre a creche e a família por meio da leitura, assim como estabelecer um elo em que o livro seja o intermediador de histórias e outras conversas entre todos. O contrato aqui é definir um dia da semana (geralmente sexta-feira) e convidar as famílias para escolherem um livro junto com a criança, escutando suas preferências e estratégias de escolha, tais como: a história já conhecida, a capa que chama atenção, a editora, o autor, as ilustrações. 

Feita a seleção, criança e família levam o livro para casa dentro de uma sacolinha de pano ou pasta, ao melhor estilo "vai-e-vem". No dia combinado para a devolução do livro, é importante que o professor garanta uma roda de conversa para saber das crianças como era a história, do que elas gostaram, quem leu para ela, em que lugar o livro foi lido etc. Nessas situações, as crianças costumam falar aspectos ligados à afetividade vivida com a leitura: "Minha mãe leu pra mim", "Foi minha irmã que contou a história do lobo", "O macaco encontrou a mamãe dele...".

Avaliação 
Diante do processo, o mais significativo é desenvolver permanentemente as ações e atentar-se ao movimento do grupo. Com o tempo, é possível notar que, ao estender o tapete, as crianças já se acomodam e pedem para ouvir as histórias. Também é comum que elas peguem as próprias almofadas, usando-as enquanto entram no universo mágico dos livros. Um papel importante do educador é observar como as crianças manuseiam os livros, se contam as histórias para si mesmas e para os outros, se tentam interagir com as imagens, apontando-as ou tentando pegá-las, se repetem aquilo que ouviram. Ouvir a devolutiva das famílias é outro ponto forte.  

Por fim, não descuide da renovação do acervo da biblioteca. A chegada de novos livros potencializa o interesse das crianças e amplia o repertório delas. 

Consultoria: Rodrigo Humberto Flauzino Coordenador pedagógico da Creche/Pré-Escola Central da Universidade de São Paulo (USP) 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água




Importância da água
Praticamente todas as atividades do cotidiano evolvem a água, a higiene pessoal e do ambiente em que vivemos é um exemplo disso. A preparaçãode grande parte de alimentos também exige água, aliás, se não fosse a água, muitos alimentos importantes como frutas e verduras, não existiriam, pois dependem da água para seu crescimento. Assim, é impossível imaginar o planeta Terra sem a água!
Outro fator que mostra a importância da água é o fato do nosso corpo ser formado por 70% de água... Dá para acreditar? A água em nosso organismo tem dois papéis importantíssimos: participar do metabolismo, ou seja das reações químicas que ocorrem no organismo e controlar a temperatura, assim, através do suor há perda de calor e nosso corpo “esfria”, controlando a temperatura.

Música
Água, Aguinha 
  (paródia da música Ciranda, Cirandinha)

Água, aguinha vamos todos preservar
Prestando muita atenção para não desperdiçar.
A água tão preciosa,
Vem dos rios e do mar,
O que será de nós.
Se um dia nos faltar.
Por isso __________   (nome da criança).
Entre agora nessa roda,
Diga algo sobre a água,
Depois volte ao lugar.